Por que esses casos são tecnicamente difíceis
- O diagnóstico depende sobretudo da avaliação clínica, e não de exames.
- Fatores pessoais, familiares e do trabalho costumam se sobrepor.
- A capacidade pode variar ao longo do tempo, com fases de melhora e piora.
Por isso, o parecer precisa separar o que é achado clínico, o que é relato e o que é documentação do ambiente de trabalho.
Situações mais comuns
- Síndrome de esgotamento profissional (burnout).
- Depressão e transtornos de ansiedade com relação alegada com o trabalho.
- Transtorno de estresse pós-traumático após acidente ou violência no trabalho.
- Quadros associados a alegações de assédio moral.
O que é analisado
- Histórico psiquiátrico e ocupacional, com a linha do tempo dos sintomas.
- Exame do estado mental e avaliação funcional.
- Relatórios do psiquiatra ou psicólogo assistente e histórico de tratamentos.
- Organização do trabalho: metas, jornada, conflitos e eventos relatados.
- Documentos da empresa, como o PGR. A NR-1 passou a exigir que os fatores de risco psicossociais sejam considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais.
Quando o caso exige, a avaliação conta com médico psiquiatra, que assina a parte que realizou.
Perguntas frequentes
Burnout é doença do trabalho?
O burnout está relacionado, por definição, ao contexto de trabalho. Em cada caso, porém, o nexo precisa ser demonstrado com a análise clínica e das condições de trabalho.
Depressão pode ser considerada ocupacional?
Pode, quando o trabalho causou ou agravou o quadro. A análise considera também os demais fatores da vida da pessoa.
O parecer pode ser pedido pela empresa?
Sim. A metodologia é a mesma, seja quem for o solicitante.
É necessário estar em acompanhamento psiquiátrico?
Não é obrigatório, mas o histórico de tratamento ajuda a demonstrar a evolução do quadro.