Ergonomia forense
A análise ergonômica verifica se as condições reais de trabalho eram compatíveis com as características de quem trabalhava, conforme a NR-17. Ela examina:
- tarefas, ritmo, metas e pausas;
- posturas, força e repetitividade;
- mobiliário, equipamentos e organização do trabalho;
- coerência entre a AET da empresa e a atividade real.
Análise de acidentes
A análise identifica a sequência do evento e os fatores que contribuíram para ele, com base em documentos, registros, fotos, vídeos, depoimentos e, quando possível, vistoria do local. Os pontos mais examinados são:
- Condições da máquina, equipamento ou local (por exemplo, proteções exigidas pela NR-12).
- Procedimentos, treinamentos e permissões de trabalho.
- Fornecimento e adequação de EPI e EPC.
- Gerenciamento de riscos previsto no PGR.
- Investigação feita pela empresa, se houver, e a CAT.
Integração com a avaliação médica
Quando o acidente deixou sequelas, a análise de engenharia é combinada com a avaliação de dano corporal, feita por médico.
Perguntas frequentes
A análise define de quem é a culpa pelo acidente?
Não. A análise descreve fatos técnicos: condições, medidas existentes e falhas. A atribuição de responsabilidade é jurídica e cabe ao juiz.
Que documentos ajudam na análise?
CAT, boletim de ocorrência, fotos e vídeos, PGR, AET, ordens de serviço, registros de treinamento e fichas de EPI.
É possível analisar um acidente antigo?
Sim, com os registros disponíveis. Quanto mais antigo o evento, mais a análise depende de documentos, e isso fica registrado no parecer.
A ergonomia vale para trabalho em home office?
Sim. A análise considera as condições em que o trabalho era efetivamente realizado.